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Benchmarking na prática: descubra quais melhorias serão necessárias

Melhorias é a palavra-chave para uma empresa se manter relevante no mercado por longos períodos. Então, se você está se perguntando “em que posso melhorar?” ou “como melhorar meu negócio?” Nós trazemos o Benchmarking como resposta. 

De forma geral, o Benchmarking é uma forma de avaliar as organizações como um ponto de referência. Ou seja, com o Benchmarking é possível olhar para empresas de sucesso por meio de suas operações, produtos ou práticas de negócios e tirar delas soluções de qualidade para a sua empresa. 

Isto pode ser aplicado para aumentar a sua vantagem competitiva, diminuir custos, melhorar a satisfação do cliente, otimizar atividades e muito mais. Logo, se você quer saber mais sobre o Benchmarking continue neste artigo até o fim. 

Porque fazer um benchmarking? 

É comum gestores e empresas se verem em uma posição de saturação, sem novas ideias ou soluções para um problema. 

Desta forma, voltar o olhar para como outras empresas lidam com suas atividades pode ser o pote de ouro no fim do arco-íris. Isso porque o Benchmarking viabiliza aos gestores insights de valor para melhoria dos processos internos com foco no sucesso. 

Por exemplo, se basear nas atividades de seus concorrentes de maior sucesso permite que sua empresa possa identificar oportunidades e criar estratégias mais efetivas para fortalecer a presença no mercado. 

Mas lembre-se, o objetivo do Benchmarking não é copiar outras empresas. Aqui o foco é adaptar processos e operações para a sua realidade sem perder sua identidade de mercado.   

Pilares do benchmarking 

Como comentamos, o benchmarking é um exercício de procurar no exterior formas de melhorias. 

Mas para isso poder ocorrer da melhor forma possível, há 3 pilares fundamentais que devem ser seguidos: 

1- Reciprocidade: O compartilhamento de informações deve focar na reciprocidade entre as duas partes. Ou seja, ambos os lados devem dividir suas informações verdadeiras, de forma transparente e com o nível de confidencialidade acertado. 

Nenhuma empresa quer sentir prejudicada por compartilhamento de informações, logo, este processo deve correr com uma relação mútua de confiança.

2– Comparação: Os dados obtidos devem ser utilizados para comparar com os processos da sua empresa. 

Logo, pense bem no que você irá precisar. Valorizar dados quantitativos como métricas e KPIs pode parecer a melhor solução, no entanto é preciso conhecer se estes podem ser comparáveis com os indicadores de seu negócio.

3– Adaptação: A forma com que um processo funciona em uma empresa X pode não ser reprodutível na sua. Assim, temos o terceiro pilar do benchmarking: Adaptação. 

Cada empresa tem suas características e contextos, além do mais, o que pretendemos com o Benchmarking não é a cópia de uma tarefa, mas uma adaptação de uma atividade para a realidade da sua empresa.

Tipos de Benchmarking

O benchmarking pode ser realizado de diferentes maneiras, aqui separamos as 4 formas principais:   

  1. Competitivo 

Como está claro pelo nome, o Benchmarking do tipo competitivo foca exclusivamente em comparar os processos de sua organização com aqueles dos seus concorrentes diretos. 

Este tipo de benchmarking oferece as informações mais valiosas para o seu negócio. Ao mesmo tempo, também é o mais difícil de ser realizado. Isso porque, muitas das informações que você precisaria podem não ser públicas. No entanto, é possível compartilhadas em acordo. 

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Por ser uma comparação de empresas de um mesmo mercado, o Benchmarking competitivo oferece insights de grande relevância para sua empresa. Especialmente em relação a forma como eles interagem com seus consumidores. 

Ou seja, esses dados possibilitam que sua empresa possa traçar estratégias para uma atuação no mercado de forma mais assertiva, podendo até superar as práticas da concorrência. 

  1. Cooperativo 

Assim como o anterior, o Benchmarking Cooperativo também é um tipo de comparação entre processos de empresas diferentes. No entanto, esta forma de benchmarking ocorre em cooperação com empresas parceiras. 

Comumente as parcerias são com empresas de outros setores que se unem para buscar formas para melhoria em seus processos e atividades semelhantes. Fazendo deste Benchmarking rico em inovação e criação de novas estratégias. 

  1. Interno

Este é um dos exemplos de Benchmarking onde a comparação ocorre entre processos de uma mesma empresa. 

De forma geral, estes processos ocorrem em setores diferentes, mas é preciso que seus indicadores e métricas sejam comparáveis. 

Embora possa parecer pouco importante, o Benchmarking Interno é essencial para a padronização da qualidade e eficiência em toda a empresa. 

  1. Genérico 

No Benchmarking Genérico, ou funcional, não é voltada para uma empresa em si, mas para uma atividade. Aqui são reunidos dados de como um processo é conduzido. 

Assim, informações como mapeamento de processos é essencial para entender como uma atividade é realizada, seja por pessoas ou máquinas, e como interagem com os outros processos da empresa. 

Este tipo de Benchmarking é muito útil durante a criação de novos processos ou atualização daqueles já existentes em uma organização, uma vez que facilita a resolução de gargalos e a otimização de atividades. 

Como fazer um Benchmarking? 

Agora que você aprendeu os tipos de Benchmarking vamos conhecer os passos de como realizar o seu! 

  1. Planejamento: Assim como qualquer atividade dentro de uma empresa, o Benchmarking precisa ser bem-planejado. Nesta etapa você irá definir o problema que será analisado, qual tipo de Benchmarking mais se enquadra em seu cenário, e começar a pesquisar quais empresas/setores serão seus pontos de referência.  
  2. Levantamento de dados:  A próxima etapa é obter os dados, isso pode ocorrer de forma direta entre troca de informações entre empresas, ou de forma indireta. Este último caso é mais simples quando se trata de empresas digitais, por exemplo, ferramentas como o Similarweb permite avaliar o tráfego entre sites de empresas diferentes. 

Mas independente da maneira da obtenção dos dados, o importante aqui é filtrar as informações válidas para seu negócio.

  1. Análise: Os dados provenientes do Benchmarking precisam ser tratados e comparados com os da sua empresa. Esse é o momento mais importante, pois será durante a análise que esses dados serão transformados em informações relevantes para sua organização. 

Para isso é essencial que você tenha à disposição uma boa equipe de análise de dados. 

  1. Adaptação: Como falamos acima, o objetivo do Benchmarking não é copiar o outro, mas sim adaptar estratégias em sua realidade. Nesta etapa é muito importante que seu time possa discutir novas ideias e as adaptações que serão implantadas. 
  2. Implantação: Agora chegou a hora da implementação das novas estratégias na sua empresa. Mas cuidado, para que esse processo possa ser eficaz é preciso que seja feito de forma consciente por todos da equipe, seguindo cronogramas, planos de implantação e até mesmo analisando os riscos. Assim, uma metodologia como o PDCA é fundamental nesta etapa. 

Conclusão

Chegamos ao fim de mais um artigo e esperamos que você tenha aprendido mais sobre o Benchmarking. Esta ferramenta já auxiliou diversas empresas desde a Coca-Cola à Assolan com melhorias para seu fortalecimento no mercado. 

Se você também quer que sua empresa também seja beneficiada pelo Benchmarking, então mãos à obra. 

O primeiro passo para isso é conhecer verdadeiramente a sua organização. Uma modelagem de processos da sua empresa poderá te ajudar nesta fase. Decidido os pontos de melhoria, seguimos para a decisão de onde será a fonte das informações do Benchmarking. 

Independente que você opte por analisar empresas parceiras, concorrentes ou setores, todo o processo precisa seguir os 3 pilares de reciprocidade, cooperação e adaptação. 

Agora basta analisar e adaptar todas as informações obtidas em ações e estratégias que irão trazer o sucesso de sua empresa.

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