Saiba como calcular o preço de venda do seu produto

Redação
Redação
em 14/01/2021
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em 14/01/2021
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Quando estamos considerando o valor de comercialização de um produto ou serviço, a primeira ideia que vem à mente é o lucro, jogando o preço um pouco mais para cima do que o normal, não é? Normalmente, colocamos um número que remunere o custo da produção ou da mão de obra e somamos o lucro, certo? De forma geral, sim! Essa é a fórmula básica para chegar em um preço justo, que cubra os custos e gere uma renda, afinal, este é um dos principais objetivos do seu negócio. Todavia, este cálculo deve ser feito cuidadosamente, conscientemente e de forma adequada, evitando prejuízos e inconsistências. Centavos podem fazer uma grande diferença!

Especialmente para empresas em sua fase inicial, uma série de fatores precisam ser levados em consideração, seja para tornar o negócio mais eficiente e gerar lucro ou para buscar um melhor posicionamento no mercado perante os competidores. Continue conosco para entender como calcular o seu preço de venda, tendo como base todos os valores envolvidos para a existência daquilo que você oferecerá!

Que fatores devo considerar?

  • Custos de produção, distribuição e divulgação;
  • volume de compra, tanto por parte da empresa (incluindo a matéria-prima) quanto por parte dos clientes, tendo em conta o planejamento estratégico da sua empresa e o orçamento disponível;
  • os preços praticados pela concorrência;
  • produtos e serviços disponíveis no mercado.

Pergunte-se:

  • Será rentável vender esse produto ou serviço?
  • O produto ou serviço gerará lucro e cobrirá os gastos da empresa?
  • Fornecer esse produto ou serviço é suficiente para manter a empresa ativa?


O primeiro passo para estabelecer o preço é calcular o custo do produto ou serviço, considerando um número final que cubra todos os gastos, esteja condizente com o mercado em questão e gere lucro para o seu negócio. 

Para isso, você precisa entender quanto o cliente está disposto a pagar, quanto a concorrência está cobrando e qual será o retorno para você.

Abaixo, apresentamos os principais componentes para o cálculo do preço de venda:

  1. Custos: o quanto sua empresa gasta na aquisição e produção dos bens e serviços que serão oferecidos aos clientes. Estes custos também aparecem nos impostos, como o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), o PIS (Programas de Integração Social) e o COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). É importante ressaltar que para diferentes negócios podem incidir diferentes custos, como por exemplo uma loja física e uma loja virtual… Cabe ao gestor saber identificá-los.

  1. Despesas fixas: são custos que a empresa terá todos os meses, independentemente da quantidade produzida ou vendida, como por exemplo, aluguel do ponto e salários. Apesar de não se relacionarem diretamente ao preço final, podem fazer parte de seu cálculo, assim como gastos com fornecedores e frete. Estes custos também se subdividem em:
    1. Despesas ou custos diretos: estão diretamente ligados à produção ou aquisição do produto, como a matéria-prima, mão de obra, insumos, etc.
    2. Despesas ou custos indiretos: quantias que não são tão óbvias de precificar e repassar ao produto final, precisando de rateios para serem atribuídas e incidirem no produto, como por exemplo taxas de manutenção, limpeza, logística, energia elétrica, etc.

  1. Despesas variáveis: como o próprio nome já diz, e diferentemente das despesas fixas, estes custos variam todos os meses, conforme o volume de produção. Podemos mencionar as comissões, embalagens, serviços terceirizados, taxa de cartão de crédito, conta de luz, reparos e reformas na sede física ou infraestrutura da empresa, etc.

  1. Margem de lucro: finalmente, é a porcentagem ganha através da venda de cada produto ou serviço, considerando o montante necessário para cobrir os custos e gerar lucro. Para calcular a margem de lucro, deve-se pensar na quantidade vendida e na demanda dos produtos. Ela não precisa, necessariamente, estar associada a preços altos, sendo resultado de um planejamento correto de precificação, trabalhando em função das demais variáveis que mencionamos até agora.

Na aplicação:

Pegando o exemplo de uma confeitaria: os custos mais óbvios são os dos ingredientes e do salário dos confeiteiros. Contudo, ainda há o valor da locação do imóvel, o salário dos atendentes, o custo das embalagens e dos displays, os gastos com energia elétrica para iluminação da confeitaria e para o funcionamento das máquinas, a taxa de limpeza do espaço, os gastos com telefone, site e panfletos, etc. Ainda, há o lucro, que pode ser reinvestido na expansão do espaço, na gama de produtos, na contratação de novos funcionários, etc.

Percebemos que precificar um produto é bem mais fácil do que atribuir um preço a um serviço, né? Nesse caso, normalmente o preço se relaciona à mão de obra envolvida, já que o produto acaba sendo o tempo, conhecimento e serviço de um profissional. Como exemplo, usaremos um professor particular: ele precisa de tempo para preparar aula, dinheiro para imprimir o material e cobrir os custos de deslocamento ou de infraestrutura - se ele vai até o aluno ou atende em uma sala alugada, ou até mesmo em casa; seus custos com energia, locação de espaço físico, entre outros. Isso sem mencionar o lucro, que é a remuneração “extra” pelo seu trabalho.

Tornando o preço seu diferencial

É importante pensar que, com base em uma análise do mercado, considerando o público-alvo e a concorrência, é possível perceber a vantagem do seu produto em relação aos demais. Isto pode levar à fidelização dos clientes e permitir que você aumente o preço em relação à média, buscando valorizar o produto e sendo consequência - ou até mesmo causa - do reconhecimento e da boa aceitação por parte dos consumidores. Nessa situação, percebemos que a precificação está relacionada ao posicionamento do negócio no mercado, e não exclusivamente em relação ao lucro.

Por outro lado, se você tiver uma empresa que recém está começando, é normal pensar em utilizar-se da estratégia de preços baixos em relação à concorrência para chamar a atenção dos consumidores e destacar-se por esse diferencial. Todavia, lembre-se de que uma margem de lucro pequena não viabilizará, no longo prazo, que você invista grandes quantias na manutenção e crescimento da sua empresa.

Ao mesmo tempo, ter um preço muito acima do mercado, apesar de ser uma estratégia útil ao agregar (literalmente) valor ao produto, transforma-o em um item ou serviço que pode ser considerado de luxo. Muitas vezes, até inconscientemente, acreditamos que quanto mais caro um produto, maior o seu valor; contudo, esta prática pode gerar o efeito contrário, fazendo com que seu negócio não cresça e seus clientes deixem de comprar de você, por considerarem um investimento alto demais quando há outras opções mais em conta no mercado. O preço, então, deve ser condizente com o produto a ser oferecido. Para isso, analisar o preço do concorrente serve como uma ótima base!

Para te ajudar a esclarecer todas essas variáveis, é muito importante colocar seus valores no papel. As planilhas serão suas melhores aliadas, mas você também pode usar softwares para te ajudar no controle financeiro. O principal é fazer um acompanhamento meticuloso de todas as entradas e saídas do seu caixa, para ficar mais fácil de visualizar onde podemos cortar gastos e ampliar investimentos.

A definição do preço de venda do seu produto é um elemento chave para o sucesso do negócio, mas não precisa ser algo complexo! A ESAG Jr. está à disposição para te auxiliar a se encaixar de forma mais competitiva no mercado e otimizar suas contas de forma descomplicada.

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